Avaliação de feridas

A cicatrização de feridas é determinada pela saúde geral do paciente, portanto, a avaliação abrangente de seu paciente é muito importante para o planejamento e avaliação do tratamento. Saiba mais sobre avaliação de feridas

Análise sobre o paciente

Durante a avaliação e a elaboração de relatórios sobre o paciente, assegure-se de observar o seguinte: 

  • Histórico médico completo, incluindo diabetes, doenças vasculares, comprometimento do sistema imunológico, distúrbios do tecido conjuntivo e alergias
  • Medicação
  • Situação nutricional
  • Estilo de vida, inclusive hábitos de consumo de tabaco e álcool ou deficiência de mobilidade.
  • Problemas psicológicos 
  • Qualidade de vida 

 

Avaliação de feridas

Diagnosticar a causa subjacente da ferida é uma parte essencial de sua avaliação - você somente poderá tratar de uma ferida após a realização deste diagnóstico. Você também precisará avaliar o leito da ferida e a pele peri-lesionada. Após concluir essas avaliações, você poderá escolher o melhor curativo. 

 

Análise sobre a ferida

Ao avaliar e relatar feridas, você deve observar o seguinte:

  • Localização, tamanho e tipo da ferida
  • Características do leito da ferida, tais como tecido necrótico, tecido de granulação e infecção
  • Odor e nível de exsudato (ausente, baixo, moderado, alto)
  • Condição da pele peri-lesionada (normal, edematosa, branca, brilhante, quente, ruborizada, descamada, fina)
  • Sinais clínicos de infecção da ferida (cicatrização lenta, odor, tecido de granulação anormal, aumento da dor na ferida e/ou exsudato excessivo).
  • Dor em ferida (localização, duração e intensidade da dor, classificação como nociceptiva ou neuropática). 

Em muitos países, a Coloplast oferece treinamento em avaliação e controle de feridas para profissionais de saúde.

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Tipos de ferida

Úlceras de pernas Quatro em cada dez feridas crônicas são úlceras venosas de pernas. Aprenda mais sobre tipos de úlcera e suas opções de tratamento

Referências

1. Fogh et al. Wound Repair and Regeneration 2012;20: 815-821

2. Gottrup et al. Wound  Repair and Regeneration 2008;6:615-25

3. Palao I Domenech et al. Journal of Wound Care 2008;17(8):342-48

Os tipos mais comuns de úlcera são:

  • Úlceras venosas nas pernas (70%)
  • Úlceras arteriais nas pernas (10%) 
  • Associação de úlceras arteriais e venosas nas pernas (10-15%) 


Úlceras venosas de pernas

As úlceras venosas de pernas são causadas por disfunção das válvulas venosas e funcionamento inadequado da bomba muscular da panturrilha. Em ambos os casos, não há retorno de sangue suficiente para o coração. Isso aumenta a pressão venosa, causando edema. Além disso, o aumento do nível de fluidos entre as células pode resultar em morte celular, levando ao surgimento de úlceras. É por isso que a terapia de compressão é uma parte essencial do tratamento de úlceras venosas.

As úlceras venosas geralmente se localizam na região acima do calcanhar e são caracterizadas por:

  • Forma irregular
  • Pigmentação marrom na pele perilesionada (geralmente com eczema)
  • Pulso do pé normal

As úlceras venosas geralmente são dolorosas, especialmente durante o dia. A elevação da perna pode aliviar alguns dos sintomas.

úlcera nas pernas

 

Úlceras arteriais

As úlceras arteriais de pernas são causadas pelo suprimento insuficiente de sangue para as pernas ou em decorrência de arteriosclerose. A condição reduz o suprimento de oxigênio e nutrientes para as células, resultando em morte tecidual e subsequente formação úlceras.
Os pacientes com úlceras arteriais não devem ser tratados com terapia de compressão, mas, em geral, necessitarão cirurgia vascular.

As úlceras arteriais geralmente se localizam na região acima do calcanhar e nos pés, sendo caracterizadas por:

  • Forma razoavelmente regular
  • Pele perilesionada atrófica e pálida
  • Pulso do pé fraco 

As úlceras arteriais podem ser bastante doloridas, especialmente em repouso.


Associação de úlceras arteriais e venosas de pernas 

A associação de úlceras arteriais e venosas de pernas surge em decorrência tanto de doenças arteriais como venosas. A maioria dos pacientes diagnosticados com associação de úlceras tem úlceras de origem venosa e desenvolve insuficiência arterial ao longo do tempo.


Tratamentos necessários

Úlceras venosas de pernas devem ser tratadas normalmente com terapia de compressão graduada. Entretanto, nem todos os pacientes toleram compressão total. Úlceras com etiologia mista geralmente necessitam níveis reduzidos de compressão. Úlceras arteriais de pernas não devem ser tratadas com terapia de compressão.

Os curativos para feridas de úlceras de pernas devem ter propriedades de absorção e de controle de exsudato superiores que permitam a absorção e a retenção do exsudato em bandagens de compressão (úlceras venosas de pernas). O curativo adequado é o curativo  Biatain não adesivo.

Um curativo com liberação de prata, como o Biatain Ag, pode ajudar a prevenir ou solucionar um problema de infecção.
Se a ferida for dolorosa, o uso de um curativo de espuma contendo ibuprofeno, como o Biatain Ibu, será uma boa opção. O uso de Biatain Ibu para úlceras de pernas é embasado por diversos estudos controlados randomizados (1-3).

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Úlceras diabéticas As infecções de úlceras diabéticas aumentam o risco de amputação em 155 vezes (1). Conheça suas causas e as opções de tratamento disponíveis.

Referências

1. Lavery et al. Diabetes Care 2006;29(6):1288–93 2

Até 15% dos diabéticos são propensos a desenvolverem úlceras nos pés em algum estágio de suas vidas. As úlceras diabéticas têm um impacto consideravelmente negativo nas vidas dos pacientes e são bastante suscetíveis a infecções, o que com bastante frequência leva à amputação. Isso faz com que o controle de infecções seja de importância fundamental no controle de úlceras diabéticas. 

O controle bem-sucedido de úlceras diabéticas exige um entendimento abrangente da ferida, inclusive sua causa, progressão, risco e tratamento.

As principais causas das úlceras diabéticas são: 

  • Neuropatia
  • Suprimento de sangue insuficiente (isquemia)

Neuropatia

úlceras de pé neuropáticas

A neuropatia é a condição mais comum relacionada a úlceras diabéticas e é causada por lesão nos nervos das extremidades inferiores. A condição é permanente e pode levar à perda de sensibilidade, o que aumenta o risco de lesões acidentais e de dores nos pés. O tratamento envolve atenção, autocuidado e uso de calçados feitos sob medida. 

 


Suprimento de sangue insuficiente (isquemia)

Úlceras de pé isquêmicas

A isquemia, uma condição muito séria, é a principal causa de amputações. A isquemia é causada pela circulação deficiente, que pode ser decorrente de arteriosclerose ou oclusão tecidual. A circulação deficiente causa redução do pulso - o pé fica frio e azulado - provocando a morte tecidual e o desenvolvimento subsequente da úlcera. Seu paciente pode precisar de cirurgia vascular. 

 

Infecção

Úlceras de pé infectadas

O diabetes pode alterar a capacidade do organismos de combater infecções. Além de mais propensos a infecções, é mais difícil eliminar uma infecção já instalada nos pés. Por este motivo, é crucial avaliar os pacientes regularmente para prevenir infecções e reagir rapidamente caso ocorram.

 

Tratamentos necessários

  • Tratar as causas subjacentes das úlceras diabéticas, se possível
  • Para promover o processo de cicatrização, use cebruturas para feridas exsudativas com propriedades de absorção e controle de exsudato superiores, tais como o curativo de espuma não adesivo Biatain ou o curativo de espuma com alginato Biatain Alginato (Seasorb Soft)
  • Uma cabertura para ferida exsudativas com liberação de prata, como o Biatain Ag, contribuirá para prevenir ou solucionar um problema de infecção.

Faça o download de nossas dicas para prevenção, avaliação e tratamento de úlceras diabéticas:

Úlceras diabéticas - prevenção e tratamento: um guia rápido da Coloplast (pdf).

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Úlceras por pressão Responsáveis por um aumento de duas vezes nas taxas de mortalidade (1), as úlceras por pressão demandam tratamento imediato e efetivo. Leia mais sobre a avaliação e o tratamento de úlceras por pressão

Referências

1. Brem and Lyder. The American Journal of Surgery 2004;188:9S–17S

2.  NPUAP-EPUAP Pressure Ulcer Prevention, Quick Reference Guide, 2010 (pdf)

3.  NPUAP-EPUAP Pressure Ulcer Treatment, Quick reference guide, 2009 (pdf)

4. Gottrup et al. Wound  Repair and Regeneration 2008;6:615-25

5. Palao I Domenech et al. Journal of Wound Care 2008;17(8):342-48

6. Fogh et al. Wound Repair and Regeneration 2012;20: 815-821

Uma úlcera por pressão (úlcera de decúbito) é uma lesão localizada na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea. Esse tipo de úlcera resulta de pressão ou associação à fricção (2). A pressão impede que o sangue circule adequadamente, causando morte celular, necrose tecidual e desenvolvimento de úlceras. Usuários de cadeiras de rodas ou pessoas acamadas (p. exp., após cirurgia ou lesão) estão especialmente em risco.

 

Maior causa de morbidade

As úlceras por pressão são a principal causa de morbidade e mortalidade, especialmente para pessoas com deficiência tátil, imobilidade prolongada ou idade avançada. Os locais mais comuns para úlceras por pressão são sobre uma proeminência óssea, tais como cotovelos, calcanhares, tornozelos, ombros, costas e parte posterior da cabeça.

 

Classificação

As úlceras por pressão são classificadas de acordo com o grau de lesão tecidual observado. Em 2009, o painel consultivo EPUAP-NPUAP concordou com a classificação da lesão em quatro níveis (3).

 

Categoria/estágio I: Rubor não branqueável da pele intacta

Categoria de úlcera por pressão/estágio I: Rubor não branqueável da pele intacta

Região glútea, estágio I, direitos autorais & do NPUAP usados com permissão.

Pele intacta com eritema não branqueável em área localizada, geralmente sobre uma proeminência óssea. Descoloração da pele, calor, edema, rubor e dor também podem ocorrer. Em pele escura, pode não haver branqueamento visível.


Categoria/estágio II: Perda parcial da espessura dérmica ou formação de bolhas

Categoria de úlcera por pressão/estágio II: Redução parcial da espessura dérmica ou formação de bolhas

Região glútea, estágio II, direitos autorais & do NPUAP usados com permissão.
Perda parcial da espessura da derme apresentando úlceras superficiais abertas com leito da ferida rosa avermelhado, sem esfacelo. Também podem se apresentar como bolhas serosas ou serossanguinolentas abertas/rompidas.

 

Categoria/estágio III: Perda total da espessura dérmica (gordura visível)

Categoria de úlcera por pressão/estágio III: Perda total da espessura dérmica (gordura visível)

Úlcera por pressa em ísquio, estágio III, direitos autorais & do NPUAP usados com permissão.

Perda total da espessura dérmica. A gordura subcutânea pode estar visível, mas sem exposição de ossos, tendões ou músculos. Pode estar presente um pouco de esfacelo. Pode incluir descolamento e túneis.

 

Categoria/estágio IV: Perda total da espessura tecidual com exposição óssea (músculos/ossos visíveis)

Categoria de úlcera por pressão/estágio IV: Perda total da espessura tecidual com exposição óssea (músculos/ossos visíveis) 

Úlcera por pressão em região sacral, estágio IV, direitos autorais & do NPUAP usados com permissão.

Perda total da espessura tecidual com exposição de ossos, tendões ou músculos. Esfacelo e escaras podem estar presentes. Geralmente inclui descolamento e túneis.


Necessidades de tratamento (2,3)

  • A pressão deve ser aliviada ou removida através de métodos apropriados.
  • O cuidado com a ferida pode ser otimizado por:
  1. desbridamento do tecido necrótico
  2. Limpeza apropriada da ferida e da pele periferida
  3. Uso adequado de curativos cicatrizantes para feridas úmidas

Os curativos adequados para feridas de úlcera por pressão são curativos de espuma ou com alginato com propriedades de absorção e controle de exsudato superiores, tais como os curativos de espuma Biatain não adesivo ou curativo com alginato Biatain Alginato / Seasorb Soft. Um curativo com liberação de prata, como Biatain Ag ou Biatain Silicone Ag, poderá ajudar a prevenir ou solucionar a infecção de uma ferida.

Se a ferida for dolorosa, o uso de um curativo de espuma contendo ibuprofeno, como o Biatain Ibu, será uma boa opção. O uso de Biatain Ibu é embasado por diversos estudos controlados randomizados. (4-6)

 

Faça o download de nossas dicas para prevenção, avaliação e tratamento de úlceras por pressão:

Úlceras por pressão – prevenção e tratamento: Um guia rápido da Coloplast (pdf)

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Feridas agudas As feridas agudas devem ser tratadas prontamente para conter sangramento e proteger o tecido. Leia e aprenda mais sobre controle de feridas agudas para promover uma cicatrização mais rápida

Referências

1. Enoch and Price 2004. (http://www.worldwidewounds.com/2004/august/Enoch/Pathophysiology-Of-Healing.html)

2.Winter. Nature  1962;193:293

3. Winter. Journal of Tissue Viability 2006;16(2):20-23

Uma ferida aguda é uma lesão que causa um rompimento da pele e, algumas vezes, do tecido. As feridas agudas são classificadas em dois tipos principais:

  • Feridas traumáticas agudas, como abrasões, lacerações, penetrações, mordidas de animais e queimaduras
  • Feridas cirúrgicas agudas resultantes de incisões cirúrgicas

ferida aguda

 

Feridas agudas - sinais e sintomas

  • Um corte ou rompimento da pele
  • Sangramento, inchaço, dor e/ou dificuldade para movimentar a área afetada
  • Pode haver objetos sujos ou externos dentro da ferida
  • O exsudato é geralmente claro

Tratamentos necessários

Feridas agudas de grandes dimensões ou profundas com sangramento intenso precisam de atenção médica imediata para interrupção do sangramento e verificação da presença de lesões em algum órgão ou tecido vitais.

Objetos externos devem ser removidos da ferida e do tecido necrótico debridado, pois podem funcionar como base para infecção, além de retardar a cicatrização da ferida. Limpar a ferida com água limpa ou antissépticos pode ser útil.

A produção de exsudato é parte do processo natural de cicatrização de feridas (1), mas o exsudato deve ser controlado adequadamente. Os níveis de exsudato geralmente são altos durante a fase inflamatória da cicatrização de feridas, e o vazamento de exsudato sobre o curativo pode provocar lesões na pele periferida. O exsudato deve ser absorvido e controlado com um curativo com propriedades cicatrização de feridas exsudativas. Este procedimento promove o processo de cicatrização e reduz a formação de cicatriz. (2-3)

Com o cuidado apropriado, feridas agudas pequenas normalmente fecham em alguns dias ou semanas, a depender do tamanho e posição da ferida.

Curativos adequados para feridas agudas possuem propriedades de absorção e de gestão de exsudato superiores capazes de promover um ambiente de cicatrização úmido. Entre eles estão os curativos Biatain ou Comfeel. Se a ferida for dolorosa, pode ser utilizado Biatain Ibu. Quando há infecção, Biatain Ag é a escolha apropriada.

 

Por que algumas feridas agudas se tornam crônicas?

Se uma pessoa tem uma condição que afeta seu sistema circulatório e/ou sua resposta imunológica, o processo normal de cicatrização pode estar deficiente e a ferida pode se tornar crônica. As feridas crônicas são geralmente definidas pela condição subjacente que impede sua cicatrização, como úlceras venosas de perna, úlceras arteriais de perna, úlceras diabéticas ou úlceras por pressão.

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Condição da ferida e da pele

Necrose A presença de tecido morto (necrótico) em uma ferida é um sinal de que o processo de cicatrização não está ocorrendo normalmente. Leia mais sobre desbridamento de tecido necrótico

Em geral, o tecido necrótico é negro ou amarelo. Ele pode ser mole ou formar escaras. O tecido necrótico pode conter bactérias - e se houver desenvolvimento das bactérias, a ferida pode ser infectada.

Necrose

 

Remoção de tecido necrótico (desbridamento)

O tecido necrótico deve ser removido para promover a cicatrização da ferida. A remoção pode ser cirúrgica, mecânica, enzimática (como terapia larval), bem como obtida suplementando-se a capacidade do próprio organismo de romper o tecido necrótico (desbridamento autolítico). 


Escolha do curativo

O processo de desbridamento é otimizado quando a ferida está exsudando.

A Coloplast tem uma variedade de curativos que promovem a cicatrização de feridas exsudativas. Para um excelente equilíbrio de umidade na ferida, o curativo hidrocoloide Comfeel e as propriedades exclusivas do curativo de espuma Biatain promovem o processo de desbridamento autolítico natural.


Purilon gel é ideal para desbridamento autolítico leve e efetivo do tecido, tanto em feridas necróticas secas como exsudativas, quando usado em combinação com um curativo secundário, como o Comfeel ou Biatain.

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Pele perilesionada A pele que circunda uma úlcera é vulnerável. Isso pode estar associado à idade, a processos patológicos, bem como à exposição da pele à exsudação de feridas ou a curativos adesivos. Leia mais sobre pele perilesionada.

Maceração 

O exsudato que vaza de úlceras pode causar maceração, que é uma espécie de amolecimento ou umidificação, e deterioração da pele resultantes do contato constante com a exsudação excessiva. A maceração pode levar à deterioração da pele e fazer com que a úlcera aumente ou forme úlceras satélites. O tecido macerado tem coloração branca.

pele macerada


Eritema

O eritema é a ruborização anormal da pele causada pela dilatação dos vasos sanguíneos. O rubor da pele perilesionada pode ser um sinal de inflamação ou infecção da ferida. 


Pele frágil

À medida que envelhecemos, a textura de nossa pele muda e a pele fica mais fina e mais fraca passando a oferecer menos proteção. Quando uma ferida está circundada por pele frágil, os curativos são mais propensos a causar irritação de pele. Você deve examinar a pele cuidadosamente antes de decidir usar um curativo adesivo ou não adesivo.

Pele frágil


Escolha do curativo

A variedade de curativos Biatain inclui curativos com propriedades de absorção e controle de exsudato superiores para todos os tipos de condições de pele.

A pele normal e saudável apresenta uma estrutura lisa e elástica. Com o tratamento adequado da ferida e uso de curativos com propriedades de absorção e controle de exsudato superiores, a pele periferida pode ficar perfeitamente saudável e apropriada para curativos não adesivos, tais como o Biatain ou o Biatain Alginato.

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Exsudato da ferida Independentemente de apresentar um nível de exsudato baixo, médio ou alto, a absorção e o controle do exsudato na ferida são essenciais para sua cicatrização. Aprenda mais sobre exsudato de ferida

Referências

1. White RJ and Cutting KF. British Journal of Nursing 2003;12(20):1186-1201

2. Adderly UJ. Wound Care, March 2010:15-20

3. Colwell JC et al. Wound Ostomy Continence Nursing 2011;38(5):541-53

4. Enoch B and Harding K. Wounds: A Compendium of Clinical Research and Practice 2003;15(7):213-29

5. Andersen et al. Ostomy/Wound Management 2002;(48)8:34-41

6. Thomas et al. http://www.dressings.org/TechnicalPublications/PDF/Coloplast-Dressings-Testing-2003-2004.pdf

7. White R and Cutting KF. http://www.worldwidewounds.com/2006/september/White/Modern-Exudate-Mgt.html

8. Romanelli et al. Exudate management made easy. Wounds International 2010;1(2).

Na fase inflamatória de cicatrização da ferida, os níveis de exsudato são geralmente altos. Feridas que não cicatrizam ou crônicas, geralmente permanecem na fase inflamatória e podem produzir grandes quantidades de exsudato. Níveis elevados de exsudato podem ser um sintoma de infecção e aumento do edema.

O exsudato de ferida é um fluido composto de plasma, células sanguíneas e plaquetas. A maioria do exsudato de ferida é filtrada do sangue e/ou sistema linfático sobre a área da ferida, mas as hemácias e plaquetas vazam pelos capilares lesionados. A composição e a viscosidade variam desde um fluido plasmático limpo a um exsudato amarelo espesso contendo altas concentrações de leucócitos e bactérias.


Controle do exsudato

Se o exsudato da ferida não for controlado adequadamente, ele poderá vazar do curativo e resultar em exposição da pele perilesionada ao exsudato (1) Isso causa maceração por hiperidratação da pele, que poderá implicar em lentidão da cicatrização (2,3)

Maceração é o amolecimento ou rompimento da pele causado pelo contato corrente com umidade excessiva. O tecido macerado é de aparência branca e a maceração pode fazer com que uma úlcera cresça ou crie úlceras satélites.


Pele macerada (2,3)

  • Retarda a cicatrização
  • Aumenta o risco de infecções
  • Aumenta o risco de fricções
  • Pode resultar no aumento da ferida

pele macerada


É, portanto, muito importante que o exsudato em excesso seja removido da ferida através de um curativo absorvente. (4)

O controle do exsudato, a remoção do tecido não saudável por desbridamento e o controle da carga bacteriana, conjuntamente, fazem parte de uma boa preparação do leito da ferida. Um curativo ideal mantém a ferida exsudativa e absorve o exsudato, mantendo-o dentro do curativo para prevenir maceração.


Curativos para feridas exsudativas

Recomendamos a variedade de curativos Biatain que oferece absorção superior - cicatrização mais rápida (5,6) de feridas, com níveis baixos a médios de exsudato. Os curativos Biatain absorvem efetivamente o exsudato da ferida e o retêm, assegurando  um excelente equilíbrio de umidade para a cicatrização de feridas com exsudato.(7,8)

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Infecção de ferida Todas as feridas contêm bactérias - mesmo as que estão cicatrizando normalmente. Mas, caso a contagem de bactérias aumente, a ferida pode ser infectada. Aprenda mais sobre o tratamento de feridas infectadas

Referências

1. Jørgensen et al. International Wound Journal 2005;2(1):64-73

2. Münter et al. Journal of Wound Care 2006;15(5):199-206

3. Reitzel & Marburger. EWMA 2009

4. Ip et al. Antimicrobial activities of silver dressings: an in vitro comparison. Journal of Medical Microbiology 2006;(55):59-63.

5. Basterzi et al. In-vitro comparison of antimicrobial efficacy of various wound dressings. Wounds 2010; July.

6. Dados em arquivo (teste laboratorial independente conduzido por Wickham Laboratories).

7. Thomas et al. www.dressings.org/TechnicalPublications/PDF/ Coloplast-Dressings-Testing-2003-2004.pdf

Feridas que não estão cicatrizando normalmente podem ter um desequilíbrio bacteriano, resultando em infecção local da ferida.

Eis alguns dos sinais mais comuns de infecções de ferida:

  • Lenta cicatrização ou sem evolução
  • Odor
  • Aumento de exsudato de ferida
  • Tecido de granulação ausente/anormal/descorado
  • Aumento da dor no local da ferida

ferida infectada

 

Outros sintomas

Podem surgir sintomas clínicos adicionais, caso a infecção se espalhar para o tecido saudável ao redor da ferida. Dependendo do tipo de bactérias, o exsudato da ferida pode se tornar mais semelhante ao pus e a pele perilesionada pode se tornar branda, ruborizada e dolorosa. O paciente também poderá ter febre.

Lembre-se de que as úlceras diabéticas geralmente não apresentam sinais clássicos de infecção local.

 

Curativos para feridas infectadas e feridas com risco de infecção

Se a ferida estiver cicatrizando normalmente, recomenda-se usar um curativo de espuma com absorção superior, como Biatain. Se a ferida estiver infectada ou se houver risco de infecção, recomendamos curativos com prata, tais como Biatain Ag ou Biatain Ag Adesivo. Eles promovem absorção superior para uma cicatrização mais rápida das feridas infectadas (1-7). Se a infecção estiver se espalhando para além da ferida, o curativo de prata deve ser associado ao tratamento antibiótico sistêmico, a critério do médico. 

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Dor em ferida Estudos indicam que mais de 80% dos pacientes com feridas crônicas sentem dor constantemente e metade deles classifica a dor entre moderada e aguda. (1-6) Opções de controle da dor em ferida e dor local

Referências

1. Gottrup et al. Wound Repair and Regeneration 2008;16:616-26

2. Fogh et al. Wound Repair and Regeneration 2012;20:815-21

3. Palao I Domenech et al. Journal of Wound Care 2008;17(8):342-48

4. Woo et al. International Wound Journal 2008;5(2):205-215

5. Pieper et al. Ostomy Wound Management 1998;44:54–58&60–67

6. Nemeth et al. Ostomy Wound Management 2004;50:34–36

Muitos pacientes dizem que a dor é o pior aspecto referente à ferida. A dor em ferida persistente ou crônica não só afeta a qualidade de vida dos pacientes, porém também pode ser uma barreira importante para a cicatrização. Com frequência, as consequências das feridas dolorosas são subestimadas e não tratadas. 
A dor na ferida pode ser causada por lesão tecidual (nociceptiva) ou nervosa (neuropática).

Dor nociceptiva: dependente de estímulo e geralmente causada por lesão tecidual. É descrita como uma queimação dolorida, latejante e branda. 

Dor neuropática: ocorre espontaneamente como resultado de lesão no tecido nervoso. É mais frequentemente descrita como queimação ou formigamento, dor aguda ou profunda. 


Controle da dor em ferida 

Primeiramente, deve-se tratar as causas da dor, tais como infecções da ferida (p. exp., através de um curativo com prata) e edema não controlado.

O controle da dor local é um primeiro passo importante para dor em ferida e para procedimentos dolorosos, tais com troca de curativo e desbridamento.

Você deve considerar o tratamento sistêmico se a dor não melhorar com o controle local.

ferida dolorosa

 

Biatain Ibu – absorção superior para feridas dolorosas

Biatain Ibu é o primeiro e único curativo que combina a cicatrização de ferida exsudativas com liberação local de ibuprofeno (1,2). O uso de Biatain Ibu é indicado para feridas exsudantes para fornecer cicatrização em meio úmido. Além disso, o Biatain Ibu pode reduzir a dor em ferida causada por lesão tecidual (dor nociceptiva). A segurança e o desempenho do Biatain Ibu são embasados por evidências oriundas dos maiores estudos clínicos randomizados e comparativos já conduzidos sobre curativos de feridas(1-3)

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Estudos de caso

Tratamento de uma úlcera venosa de perna Tratamento de uma úlcera venosa de perna Veja como o uso de curativos de espuma não adesivos Biatain® levou a uma redução de 95% na área da úlcera, após quatro semanas de tratamento de uma úlcera venosa de perna. Leia mais

A paciente

A paciente - uma mulher de 85 anos - vinha sofrendo de úlcera venosa na parte lateral inferior da perna esquerda. A pele de sua perna estava frágil. A úlcera havia persistido por cinco meses na data da inclusão.


Tratamento prévio

Antes da inclusão, a úlcera havia sido tratada com curativos de alginato e terapia de compressão por dez semanas. A úlcera apresentava lenta cicatrização quando em comparação à taxa de cicatrização normalmente esperada.


Foi introduzido o uso do curativo não adesivo Biatain

 Quando a paciente começou o tratamento com Biatain, a área da úlcera era de 4,9 cm2. A úlcera continha 20% de tecido fibroso e 80% de tecido de granulação. Durante o período de tratamento de quatro semanas, foram aplicadas bandagens elásticas para compressão.

Esta foto mostra a ferida no momento da inclusão, após limpeza:
Úlcera na inclusão após limpeza.

A área da úlcera estava reduzida em 73%, após duas semanas de tratamento com Biatain não adesivo:
A área da úlcera estava reduzida em 73%, após duas semanas de tratamento.

A área da úlcera estava reduzida em 95%, após quatro semanas de tratamento com Biatain não adesivo:
Após quatro semanas de tratamento, a área da úlcera estava reduzida em 95%.

 

Conclusão

Durante o período de tratamento de quatro semanas:

  • O curativo não adesivo Biatain demonstrou uma redução notável no tamanho da úlcera.
  • O Biatain não adesivo não causou vazamento nem maceração, mesmo com terapia de compressão.
  • O Biatain não adesivo minimizou as marcas de pressão.
  • O Biatain não adesivo foi confortável e fácil de usar.
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Tratamento de uma úlcera diabética infectada Tratamento de uma úlcera diabética infectada Veja como o tratamento de uma úlcera com infecção profunda com o curativo de espuma não adesivo Biatain® Alginato Ag evitou a amputação de um pé. Leia mais

A paciente

Esta paciente sofria de falência cardíaca, doença arterial coronariana, hipertensão arterial e insuficiência venosa em ambos os membros inferiores, além de doença de Alzheimer.

 

Úlcera profunda no pé

Por quatro meses, ela apresentou uma úlcera diabética muito profunda no pé direito, com eritema, edema, crepitações e calor nos tecidos subjacentes. Ela foi levada ao &pronto-socorro e, após ser examinada pelo cirurgião vascular, sua família foi informada de que o tratamento poderia envolver amputação supracondilar, uma vez que ela estava sofrendo úlcera diabética de grau 4-5, com base na escala de Wagner.
 

Foi iniciado o uso de Biatain Ag

A família se opôs ao tratamento e a paciente retornou para casa para monitoramento por seu médico de família e para receber cuidados ambulatoriais no tratamento da ferida por um enfermeiro em sua casa. Foram usados Biatain Alginato Ag e Biatain Ag em combinação com desbridamento e antibióticos orais.

A imagem mostra a úlcera na ocasião da inclusão:
Úlcera na inclusão.

Essa imagem mostra a úlcera após cinco semanas de tratamento, inicialmente com Biatain Alginato Ag e, então, com Biatain Ag não adesivo
Úlcera após cinco semanas de tratamento, primeiro com seasorb AG e, então, com Biatain Ag.

Aqui vemos a úlcera após quatro meses de tratamento:
Úlcera após quatro meses de tratamento.

A úlcera se fechou após 10 meses de tratamento:
Úlcera fechada após dez meses de tratamento.

 

Conclusão

O objetivo definido foi evitar a amputação do pé, além de assegurar o bem-estar e conforto da paciente e seus familiares. O método usado começou a mostrar resultados sete dias após o início do tratamento, com alterações visíveis no desenvolvimento da ferida. A ferida se fechou dez meses após o início do tratamento.



Dicas para prevenção, avaliação e tratamento de úlceras diabéticas podem ser encontradas em: Úlceras diabéticas - prevenção e tratamento: um guia rápido da Coloplast.

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Tratamento de úlcera por pressão sacral de estágio III Tratamento de úlcera por pressão sacral de estágio III Veja como o tratamento de um mês de uma úlcera por pressão sacral com alta produção de exsudato com Biatain® Ag eliminou efetivamente os sinais de infecção local. Leia mais

A paciente

Tratava-se de uma mulher de 88 anos com úlcera por pressão sacral com alta produção de exsudato de estágio III. A úlcera havia persistido por dois meses e havia sido tratada previamente com produtos para cicatrização de feridas exsudativas.
 

A úlcera

A úlcera tinha diversos sinais de infecção local, odor significativo e apresentava exsudato intenso. Havia um pequeno descolamento no topo da úlcera e, aproximadamente, 50% de tecido necrótico não saudável no leito da ferida.

Na primeira imagem, vemos a úlcera infectada por pressão com alta produção de exsudato antes do tratamento com Biatain Ag:

Úlcera no início do tratamento.

Foi iniciado o uso de Biatain Ag adesivo

O odor foi eliminado com apenas uma semana de tratamento:

Úlcera após uma semana de tratamento.

Esta imagem mostra que o leito da ferida está limpo e em processo de cicatrização, após quatro semanas de tratamento:

Úlcera após quatro semanas de tratamento.


Conclusão

Durante o período de tratamento de um mês, o Biatain Ag eliminou efetivamente os sinais de infecção local e promoveu a cicatrização da úlcera por pressão sacral com alta produção de exsudato. A eliminação do odor e um aumento significativo no tecido de granulação saudável foram observados com apenas uma semana de tratamento.



Dicas para prevenção, avaliação e tratamento de úlceras por pressão podem ser encontradas em:

Úlceras por pressão – prevenção e tratamento: um guia rápido da Coloplast

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